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domingo, 26 de setembro de 2010

Panorama dos filmes em cartaz nos cinemas

Como fica impossível eu fazer críticas de todos os filmes em cartaz nos cinemas e sei que isso é de interesse de muitos, farei um breve panorama sobre eles. Aproveitem que hoje é domingo, dia de descanso, e veja um filme no cinema ou amanhã que os ingressos são baratos. Boa diversão!

Comentarei apenas os filmes que vi, ou seja, há mais filmes em cartaz além desses abaixo. Lembrando que nesse final de semana tivemos 4 estreias na cidade:
1 - Gente Grande (dublado / legendado)
2 - O Último Exorcismo (legendado)
3 - Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (legendado)
4 - Destinos Ligados (legendado)


A Origem

Provavelmente a última semana para o público conferir um dos melhores filmes do ano, já comentado aqui no blog. Para maiores detalhes, pesquisa sobre ele aqui.
Nota: 10

Inception (EUA, 2010), 14 anos, 148 min
Recife: sala 9, até quinta-feira às 20h, legendado


A Saga Crepúsculo: Eclipse

De volta a Recife no Parque, essa terceira parte da saga que é algo que só deve agradar aos fãs da série porque é completamente vazio. Até as esperadas cenas de ação são poucas e não compensam o ingresso. É menos "lenga-lenga" que Lua Nova, mas continua aquela insuportável dúvida de Bella entre o vampiro fresco e o lobisomem cafuçu. Já deu! (ela ainda não)

The Twinlight Saga: Eclipse (EUA, 2010), 14 anos, 124 min
Dublado somente no Parque às 19h20 (segunda, terça, quinta e sexta).


A Última Música

Com o intuito de desvincular Miley Cyrus da sua personagem Hannah Montana da Disney, Nicholas Sparks deu a ela esse filme de presente. Mas nem parece, porque ela não está boa no papel. Sei que é uma atriz / cantora esforçada, mas ainda tem muito que aprender. Quanto ao filme, segue a fórmula das produções baseadas em livros do Sparks: sempre tem que ter um final meloso e uma carta no meio. Eu prefiro Querido John.
Nota: 6,5

The Last Song (EUA, 2010), 10 anos, 107 min
Recife: sala 2, até quinta-feira às 19h30, legendado (cinema de arte - sic)


Amor à Distância

A fim de uma comédia romântica divertida e distante daqueles clichês cansativos típicos desse gênero? Então corre para o cinema antes que Amor à Distância saia de cartaz. O filme é muito engraçado e ainda deixa aquela sensação pós-sessão de "quero uma história assim". É a história de um casal que se conhece em Nova York, mas ela precisa voltar pra casa em São Francisco, do outro lado dos EUA. E é dessa forma, com várias milhas de distância que eles mantém um relacionamento, através de telefonemas, e-mails, webcams, visitas quando as passagens aéreas estão mais baratas e assim vai... Vale a pena conferir!
Nota: 8

Going The Distance (EUA, 2010), 14 anos, 103 min
Recife: sala 2, até quinta-feira às 17h10, 21h50, legendado
Box: sala 11, até quinta-feira às 18h40, 21h, legendado


Direito de Amar

De volta a Recife, esse belo filme dirigido por Tom Ford. É sobre um professor homossexual que fica deprimido após a morte de seu companheiro e um aluno adolescente começa a lhe dar maiores atenções. Colin Firth está excelente e concorreu ao Oscar desse ano.
Nota: 9

A Single Man (EUA, 2009), 14 anos, 99 min
Apolo: segunda a quarta, às 16h30 e 19h, legendado


Karate Kid

É sessão da tarde, é clichê, traz mensagens de forma didática, é pra promover o filho de Will Smith... É, é isso tudo, mas é muito bom! É o típico filme que faz você vibrar no cinema, por mais que o final seja batido e esperado. É o típico filme que te emociona e te diverte, porque é uma produção feita pra isso, para ser consumida dessa forma. Não espere algo sofisticado e sairá do cinema contente. É pipocão dos bons!
Nota: 8

Karate Kid (EUA, 2010), 10 anos, 140 min
* as duas cópias legendadas da cidade já saíram de cartaz, agora só dubladas
Várias sessões no Recife, Box, Boa Vista, Tacaruna e Rosa e Silva.


Meu Malvado Favorito

Animação bonitinha que agrada a crianças e adultos, mas não espere algo tão adulto como Shrek ou UP. É para adultos que gostam de animação de forma geral. Só achei que ele se perde lá pelo meio, ficando meio sacal. Até algumas semanas atrás estava em cartaz também em 3D e esse formato de exibição valia o ingresso mais caro, com uns efeitos bem divertidos (como essa cena da montanha russa).
Nota: 7

Despicable Me (EUA, 2010), Livre, 92 min
Em cartaz no Recife, Box, Tacaruna e Rosa e Silva. Apenas dublado e em 2D.


Nosso Lar

Uma pena que o cinema nacional dê um passo grande, mas muito mal executado. O filme tinha tudo para ser belo e emocionante, mas é um exercício de paciência. Atuações péssimas (até de veteranos), trilha sonora repetitiva, efeitos especiais meia-boca, lições de vida transmitidas de forma piegas. Acho que mesmo que eu fosse espírita ia achar esse filme muito ruim, porque nem especial da Globo consegue ser tão mal feito. O personagem do André Luiz não me causou empatia alguma e sim o contrário, o que não era para ocorrer. Nada contra a doutrina espírita, estou falando do filme em si que é falho sob vários aspectos. Fica difícil acreditar que foram gastos R$20 milhões... E que venha Nosso Lar 2 (é, já confirmaram). Prefiro dar umas voltas pelo umbral do que ver a continuação...
Nota: 1,5

Nosso Lar (Brasil, 2010), 10 anos, 112 min
Em cartaz no Recife, Box, Plaza, Tacaruna, Boa Vista e Rosa e Silva.


O Aprendiz de Feiticeiro

De volta a Recife, dessa vez no cine-teatro do Parque. É filme bem sessão da tarde, mas não empolga tanto quanto o remake de Karate Kid. É simpático, mas tem horas que cansa tamanha a quantidade de clichês e previsibilidade.
Nota: 5

The Sorcerer´s Apprentice (EUA, 2010), 10 anos, 110 min
Dublado no Parque às 17h (segunda, terça, quinta e sexta).


O Bem Amado

Irritante e histérico! Esses dois adjetivos definem bem essa produção nacional. Guel Arraes está de volta em versão 15.0, o que é uma afronta aos ouvidos e ao bom gosto. Depois de ter feito Romance, filme bem simpático, já que ele se podou nos seus trejeitos, volta com tudo nessa verborréia cinematográfica. Já achei Lisbela e o Prisioneiro algo exaustivo, esse então é para matar. Comédia é pra rir e não pra aborrecer.
Nota: 0,5

O Bem Amado (Brasil, 2010), 12 anos, 110 min
Box: sala 3 às 14h e 18h35.
São Luiz: às 14h, 16h30 e 19h.


O Último Mestre do Ar

Já comentado no blog.
Nota: 2,5

The Last Airbender (EUA, 2010), 10 anos, 103 min
Somente dublado em 2D, Recife e Tacaruna às 14h40.


Resident Evil: Recomeço

A pergunta que faço: quando vai acabar essa cinessérie? Esse quarto filme deixa final aberto para mais uma continuação. Tudo bem, não caiu o nível ainda como Jogos Mortais, mas já está bom de dar um ponto final nessa história. Mas enquanto isso não ocorre, fiquemos com o quarto. É muito bom, embora não tenha o vigor do primeiro, O Hóspede Maldito. É diversão garantida, com direito a sustos, sangue e porrada. A exibição em 3D vale o ingresso, com sangue e bala voando. O problema é que o filme abusa do efeito "matrix".
Nota: 7,5

Resident Evil: Afterlife (EUA, 2010), 16 anos, 97 min
Em cartaz:
- Recife: 3D dublado e legendado
- Box: 3D dublado e legendado; 2D dublado
- Plaza e Rosa e Silva: 2D legendado
- Tacaruna e Boa Vista: 2D dublado


Toy Story 3

Quem é fã dos outros dois filmes, amará esse, visto que é considerado o melhor. É o que tem roteiro mais complexo e maduro, além de nível gráfico extremamente superior. É qualidade Pixar, sem dúvidas a maior produtora de longas de animação, pois nunca ela errou em um filme sequer (alguém lembra de alguma animação Pixar que tenha sido ruim? Já a Dreamworks...).
Nota: 9,5

Toy Story 3 (EUA, 2010), Livre, 102 min
Parque, somente segunda à sexta às 15h (dublado - 2D).


sábado, 25 de setembro de 2010

Rang de Basanti (2006, Índia)


Esse blog está virando especialista em cinema indiano, né? Mas é que ultimamente o aventureiro cinéfilo está assistindo muitos filmes desse país, encantado por ter descoberto uma indústria de cinema tão rica e muito discriminada no ocidente. Mas é claro que nem tudo são flores e Rang de Basanti é um exemplo disso.

Assistindo ao seu trailer no youtube (com áudio em hindu e sem legendas) achava que era algo relacionado a viajar, à liberdade, por aí. O cartaz é lindo e também dá essa impressão. Não, não é um filme sobre mochileiro, mas tem sim o seu lado de liberdade, nesse caso a política. Acontece que para mim um filme para ser bom você precisa comprar sua ideia e curti-la ao longo da projeção, acompanhando o seu desenrolar e desfecho. Pelo menos não foi o que aconteceu comigo ao assistir Rang de Basanti.


O longa procura defender a ideia de que devemos protestar a favor dos nossos direitos como cidadão de uma pátria e cumprir com nossos deveres, nem que para isso demos nossas vidas ao nosso país. Argumento bonito, mas mal executado. A história começa quando uma jornalista inglesa vai à Índia pra rodar um filme sobre revolucionários indianos do começo do século XX (quando a Índia era ainda colônia da Inglaterra). Fascinada por essa história de luta, ela convoca alguns estudantes de uma universidade para serem os atores da película a ser rodada e durante esse processo eles passam a entender a importância de lutar por uma pátria melhor.

Acontece que o roteiro é inverossímil e muitas vezes forçado, e é aí que há o incômodo. Como justificar que a inglesa foi ao país hindu sem grana e roda um filme com proporções épicas (tudo bem que muito daquilo era de caráter imaginário, mas boa parte não)? Ou que alunos extremamente desinteressados no seu país virem abruptamente militantes cometendo atos hediondos? E que clímax exagerado é aquele com assassinatos gratuitos? Não, não consegui comprar essa ideia do filme porque apesar de quase 3 horas (muito chatas por sinal) de duração o roteiro é fraco e não fortalece o argumento. Se fizesse isso, seria mais coerente.

Uma coisa comum no cinema indiano é a presença de números musicais ou clipes. Em Rang de Basanti estranha-se que na primeira hora não há cena musical alguma, mas a partir disso há um exagero, com músicas sendo executadas diretamente (intervalos de menos de cinco minutos entre cada uma). Demonstra-se assim um problema de edição também.


Os personagens pelo menos são carismáticos e é isso que faz com que provavelmente o espectador queira saber o desfecho dessa salada cinematográfica. E salada pode também ser considerado o gênero no qual esse filme se encontra: no início é uma comédia bem light, passa por um drama histórico e vira um filme de ação "terrorista" com direito a litros de sangue. Há limite ao bom senso!

Rang de Basanti é um filme que agradou muita gente por ter esse espírito revolucionário e de ser um grito de liberdade política. Ele foi o candidato da Índia para o Oscar 2007 e foi indicado ao BAFTA de melhor filme em língua não-inglesa. Tem seus méritos, claro, mas pelo menos para mim ele é histérico e meio piegas, o que não me fez comprar sua ideia e poder curti-lo.

P.S.: Os três atores principais de 3 Idiotas, filme indiano predileto do aventureiro cinéfilo está no elenco de Rang de Basanti.

Como cinema indiano não é divulgado no Brasil, vai o link para download de torrent e legenda (o filme também é conhecido pelo título Pinta-me da Cor do Açafrão):


Nota: 5,0

Trailer (sem legendas):

sábado, 18 de setembro de 2010

We No Speak Americano

Olá, pessoal! Hoje o aventureiro cinéfilo vai de música. A maioria já deve ter ouvido essa canção nas rádios ou boates da vida, já que ela está bem famosa ultimamente e tocando direto. Mas olhem que vídeo louco!! Eu não sei como esse casal consegue fazer essa coreografia muito difícil e, o melhor, sem esboçar nenhuma expressão facial, seja de dificuldade, seja de cansaço, nada! Eles não expressam nada e fazem essa coreografia muito difícil como se estivessem dando "tchau" com as mãos.

Confiram!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Paródia pornô da Centopéia Humana

Pois é, pessoal! Depois do sucesso na internet de A Centopéia Humana, já comentado aqui no blog, resolveram produzir uma paródia pornô intitulada The Human Sexipede (algo como A Sexopéia Humana). Era algo já esperado, visto que no original três pessoas (um homem e duas mulheres) são ligados pelo canal digestivo, ou seja, o ânus do indivíduo da frente é colado à boca do de trás, formando assim uma centopéia, gerando nas mentes maldosas a ideia de beijo grego (e não a nojeira que é o filme em si). Então, imaginem como eles devem tirar sarro com essa ideia de centopéia humana nessa versão para maiores...

Eu ainda não vi, então não posso julgar o produto. Para quem também está curioso em conferir, eu dei uma pesquisada na internet e não achei link para baixar, apenas o site original do filme com seção para comprá-lo: http://www.humansexipede.com

Fiquem então com o trailer dessa "maravilhosa" produção:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

3 Idiotas (nova crítica)

Olá, pessoal! O blog andava meio abandonado, né? Concordo, deixei mesmo, hahaha! Mas espero que isso não mais ocorra...
Eu já havia postado sobre 3 Idiotas, mas como estou pagando uma disciplina de Crítica de Cinema na faculdade (não faço o curso de Cinema, vale frisar), resolvi postar essa crítica que fiz essa semana. Está bem diferente da que coloquei aqui no blog, pois agora foi feita com mais cuidado. Além disso, o filme agora está disponível na internet com melhor qualidade, o que também me motiva a postá-lo novamente.
Espero que gostem!!


A indústria de cinema da Índia, popularmente conhecida como Bollywood, é a maior do planeta, superando em quantidade de produções, portanto, a famosa Hollywood. Essa última está sempre presente nos cinemas brasileiros, estreando todo final de semana no mínimo uma produção sua, mas e as produções indianas? Infelizmente, são raros os filmes desse país que chegam aqui, como Lagaan – Era uma vez na Índia (2002) e Somos Todos Diferentes (2007). O primeiro veio ao Brasil porque foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro na época e o segundo teve sua passagem no Festival de cinema do Rio em 2008, mas depois foi esquecido, não sendo lançado comercialmente. 3 Idiotas (2009) é uma fita que tem chances de chegar aos nossos cinemas (ou locadoras), visto que é a maior bilheteria da Índia de todos os tempos, é o filme indiano mais rentável nos EUA, foi apresentado no Festival de Cannes e de quebra faturou 16 dos 27 prêmios do Internacional Indian Film Awards 2010. Provavelmente isso não é o bastante para que essa produção chegue ao nosso país, sendo necessária, portanto, uma indicação ao Oscar ou algo similar.

Esse dado é triste porque na Índia são produzidos muitos filmes de qualidade artística. 3 Idiotas pertence a esse grupo. Seu enredo consiste numa mistura de road-movie com flashblack explicando o porquê de uma viagem pela Índia. É a história de três amigos, os três idiotas do título, que estudavam engenharia na mesma universidade, sendo essa muito renomada e a causa de muito estresse entre seus alunos. Rancho (Aamir Khan, que coincidentemente está em Lagaan e Somos Todos Diferentes – nesse último também é diretor) é um aluno genial, que foge do convencional (ele procura entender e aprender, ao invés de decorar) e com uma história de vida desconhecida. Após a conclusão do curso, ele some. Passados cinco anos, um ex-colega de classe reaparece aos dois amigos de Rancho, alegando que tem pistas do seu paradeiro. Dessa forma, não só a viagem em busca dele começa como também a do próprio espectador, que além de conhecer alguns lugares da Índia, entenderá como essa bela amizade foi construída e porque Rancho é uma figura tão marcante e querida, além de saber sua verdadeira história.

É verdade que Bollywood, por ser uma indústria, possui moldes de como fazer um filme. No seu caso, há a presença constante de cores vibrantes, mistura de gêneros (a mesma produção pode ser classificada como comédia, romance, drama, suspense, ação, etc.), números musicais e longas durações (sempre acima de 150 minutos). Para quem não gosta de filmes assim, acompanhar alguma produção de lá pode se tornar um martírio, mas 3 Idiotas consegue fugir desse lugar comum. A película de fato é longa (165 minutos), mas isso não é problema, pois o roteiro é cheio de situações que permitem o dinamismo da história, ocasionando até aquela sensação no espectador de que o filme não termine tão cedo. Quanto aos números musicais, eles se resumem a dois. As outras canções servem de fundo para a ação e não incomodam aqueles que não gostam de musicais. As cores vibrantes da fotografia, típicas do cinema indiano, são aqui encontradas e dão mais vida à produção.

3 Idiotas pode ser classificado como comédia e não sofre da salada de gêneros típica dos filmes indianos. Mesmo assim, o longa possui pitadas de drama, romance e até mesmo de suspense. Com relação ao drama, esse é o grande mérito do filme, pois está interligado à comédia de forma brilhante, ou seja, em determinado momento o espectador está se divertindo muito, rindo, e de repente acontece uma cena chocante ou emocionante que faz com que aquele mesmo espectador que há 10 segundos estava rindo chore. O roteiro permite essa rápida inversão de gêneros com sucesso e isso pode ser observado na cena do suicídio, como também na do hospital após Rancho levar o pai moribundo de Raju numa motocicleta, além de outras.

Esse mesmo roteiro não se limita a apenas ser um filme divertido e emocionante sendo, portanto, ao mesmo tempo crítico. 3 Idiotas discute a educação rígida na Índia, na qual muitos rapazes são mandados para escolas de engenharias pelos seus pais, sem direito à escolha, visto que é uma profissão que tem um futuro promissor nesse país, além de questionar os métodos de ensino, que tratam os alunos como máquinas e não seres humanos. Esses debates sempre são trazidos pelo Rancho, personagem que também é responsável pelas diversas lições de moral e amizade que o filme traz. Esse é outro mérito do roteiro, pois essas lições não são trazidas didaticamente ou de forma piegas, mas sim dentro de um contexto, criando assim uma empatia do público com o filme e principalmente com Rancho.

A Índia produz filmes que enchem os olhos e a alma do espectador, já que com suas longas durações, variados figurinos, cores, números musicais e mensagens positivas esses são realizados com intuito de fazer com que os indianos passem suas tardes dentro de uma sala de cinema, já que essa é uma diversão muito barata e muito popular lá, a qual não exige leitura (50% da população é analfabeta). 3 Idiotas está inserido nesse contexto, mas pode ser apreciado por qualquer público, visto que foge em alguns pontos do tradicional. É cinema de qualidade, mas que infelizmente só existe no Brasil por meios ilícitos (downloads na internet), demonstrando assim o quão tradicional é a nossa distribuição de filmes, a mesma que rotula filmes europeus e asiáticos como “cinema de arte” ou que exibe com esse carimbo fracassos americanos com a Miley Cyrus nas salas de shopping.

Nota: 10

Download: Torrent: http://www.kickasstorrents.com/3-idiots-2010-dvdrip-xvid-ac3-esubs-ddr-t4261385.html; Legenda: http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3709765/3-idiots-pb.

Trailer (sem legendas):