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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os Famosos e os Duendes da Morte

Segunda-feira passada eu assisti no cinema o nacional Os Famosos e os Duendes da Morte. Filme gaúcho, passado no interior do estado, que conta o drama de um adolescente, Mr. Tambourine na vida virtual, nickname retirado da música de Bob Dylan. Esse famoso cantor tem importância na história, tanto na trilha sonora que dá apoio às dores do personagem, quanto na sua idealização de uma vida melhor, longe daquela cidade presa às tradições dos colonos alemães.

Vale ressaltar que não é um filme de fácil degustação. É necessário entender sua ideia e comprá-la, pois caso contrário mostrar-se-á uma experiência enfadonha. O ritmo é beirando ao estagnado, o que pode ocasionar em impaciência no espectador. O longa investe no sensorial para que a gente entenda melhor as dores do protagonista e é esse o seu mérito, mas o espectador precisa estar disposto a encarar uma verdadeira MM (maconha mofada). O roteiro não é complexo, dá para entender tranquilamente a história que quer ser contada, mas isso depois de 1 hora de projeção. No início é comum ficarmos angustiados por não entendermos que danada é aquela menina de cabelo preto e liso pela qual o protagonista tem tamanha obsessão, por exemplo. Algumas cenas são lindas, como as que acontecem na ponte ou aquela em que Mr. Tambourine está rodando em um brinquedo, capaz de causar vertigem no público.

Os Famosos e os Duendes da Morte está em cartaz no Recife somente até amanhã na sessão de arte. Ainda existem duas chances para vê-lo: hoje e amanhã às 21h05. Esse realmente faz juz à sessão de arte, porque é um filme nacional artístico. É belo e poético, portanto não é para todos os públicos.

Trailer:

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